quarta-feira, 31 de março de 2010

Comércio mundial crescerá 9,5% em 2010, prevê OMC

No ano passado trocas comerciais tiveram queda de 12%.
OMC confirmou que China passou Alemanha como maior exportador.


O diretor geral da OMC, Pascal Lamy, participa de conferência de imprensa nesta sexta-feira (26). (Foto: AP)

O comércio mundial crescerá 9,5% em 2010, depois de uma queda de 12% em 2009, segundo uma previsão anunciada na sexta-feira (26) pelo diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, que a classificou de "boa notícia para a economia mundial".

"Nossos economistas preveem um crescimento do comércio internacional para 2010 de 9,5%; o comércio dos países em desenvolvimento crescerá 11% e o comércio dos países industrializados crescerá 7,5%", afirmou Lamy.

"Isso significa que no âmbito comercial vemos a luz no fim do túnel e certamente é uma boa previsão e uma boa notícia para a economia mundial", acrescentou.



FONTE: G1

segunda-feira, 29 de março de 2010

MDIC divulga dados da balança comercial na próxima quinta-feira

29/03/2010

MDIC divulga dados da balança comercial na próxima quinta-feira
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga, às 11h da próxima quinta-feira (1º/4), no site www.mdic.gov.br, o resultado preliminar da balança comercial em março. Às 15h30, neste mesmo endereço eletrônico, serão publicados os números completos do desempenho do comércio exterior brasileiro no mês.

Às 15h30 deste mesmo dia, o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, concederá entrevista coletiva para comentar o resultado da balança comercial brasileira de março de 2010, dia 1º de abril (quinta-feira), no auditório do MDIC.

FONTE: MDIC

Pessoal! achei isso beeem importante. Se quiserem acessar para dar uma olhadinha em como anda o comércio exterior brasileiro, sintam-se à vontade.

Marcus Vínicius Andrioli

sexta-feira, 26 de março de 2010

Secex e Receita regulamentam Drawback Integrado

26/03/2010

Secex e Receita regulamentam Drawback Integrado

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Receita Federal do Brasil (RF) publicaram, hoje (26/3), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria Conjunta Nº 467 de 25 de março de 2010, que regulamenta o regime especial de Drawback Integrado. A portaria, assinada pelos secretários da Secex, Welber Barral, e da Receita, Otacílio Cartaxo, entra em vigor em 30 dias.

O Drawback Integrado suspende, por um período de um ano prorrogável por mais um ano, a incidência de tributos federais – Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação – sobre aquisições no mercado interno ou externo, de forma combinada ou não, de insumos empregados ou consumidos no processo de fabricação bens exportáveis.

Produtos utilizados na fabricação de bens de capital, cujo ciclo de produção é longo, poderão receber suspensão tributária por até cinco anos. O prazo passa a contar a partir da data de emissão do ato concessório.

De acordo com o texto da portaria, mercadorias utilizadas em reparo, criação, cultivo ou atividade extrativista de produto a ser exportado também poderão contar com o beneficio fiscal. A portaria conjunta permite ainda que atos concessórios de Drawback Verde-Amarelo, concedidos até a data de hoje, sejam convertidos em Drawback Integrado.


FONTE: MDIC

quinta-feira, 25 de março de 2010

Brasil e Argentina se reúnem para avaliar comércio bilateral amanhã e sexta

24/03/2010

Brasil e Argentina se reúnem para avaliar comércio bilateral amanhã  e sexta
Representantes dos governos brasileiro e argentino se reúnem, nos dias 25 e 26 de março, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília, durante a segunda Reunião de Monitoramento do Comércio Bilateral do ano. A delegação brasileira será chefiada pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, e o grupo argentino pelo subsecretário de Política e Gestão Comercial do Ministério da Produção, Eduardo Bianchi.

Na quinta-feira pela manhã, Barral e Bianchi coordenarão as discussões sobre o comércio bilateral de bens e serviços, licenciamento não automático de importações, acordos setoriais, defesa comercial, pagamentos em moeda local, compras governamentais, lista de exceções à TEC, dentre outros temas

Na parte da tarde, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, se reúne com Barral e Bianchi para dar andamento aos temas relacionados à integração produtiva. As discussões sobre integração produtiva serão retomadas na sexta-feira. Paralelamente, também na sexta-feira, serão realizadas reuniões do Comitê Automotivo, do Grupo China e do Grupo de Defesa Comercial.

Breve histórico

No início de fevereiro deste ano, o grupo se reuniu, pela primeira vez em 2010, em Buenos Aires, quando foram retomadas as negociações da integração produtiva, principalmente, nas áreas de petróleo, gás, autopeças e naval. Durante o encontro, ficou acertado também que o Grupo China, formado por representantes dos dois países, iniciaria o monitoramento das exportações chinesas para países da América Latina para verificar possível relação com retração das exportações dos dois países para esses mercados.
Intercâmbio Comercial

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2010, o fluxo comercial entre Brasil e Argentina cresceu 55,8% em relação aos mesmos meses do ano passado. No bimestre, as exportações brasileiras para o mercado argentino somaram US$ 2,136 bilhões (+59,8%) e as exportações argentinas para o Brasil, na mesma comparação, aumentaram 51,7%, ao somarem US$ 1,932 bilhão.

No ano passado, Brasil e Argentina registraram uma retração de 22% em função da crise econômica mundial. As exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 12,785 bilhões, já as vendas argentinas para o Brasil totalizaram US$ 11,281 bilhões.

FONTE: MDIC.


últimas postagens... :(

quarta-feira, 24 de março de 2010

Brasil e Peru querem incentivar comercio bilateral nas áreas de software e franquias

23/03/2010

Brasil e Peru querem incentivar comercio bilateral nas áreas de software e franquias
Lima (Peru) - A necessidade de aumentar o comércio entre Brasil e Peru em 2010, depois da queda de 40% registrada em 2009 em relação a 2008, foi o tema central da terceira reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Peru realizada ontem (22/3), em Lima. No comércio de serviços, foram identificadas oportunidades de crescimento do comércio bilateral nos segmentos de software e de franquias de empresas da área de alimentação.

Brasil e Peru também definiram cooperação técnica nas áreas de estatísticas de comércio de serviços, compras governamentais de microempresas e em serviços de profissionais nas áreas de engenharia e arquitetura.

Para o secretário-executivo do MDIC e chefe da delegação brasileira, Ivan Ramalho, a crise financeira internacional prejudicou o fluxo comercial entre os dois países, mas os números de janeiro e fevereiro de 2010 já mostram sinais de recuperação. “O resultado do primeiro bimestre foi 22% maior que o registrado no mesmo período de 2009”, destaca.

Em 2009, o intercâmbio comercial entre os dois países foi de US$ 1,973 bilhão, contra os US$ 3,255 bilhões registrados no ano anterior. Em janeiro-fevereiro deste ano, a corrente de comércio alcançou US$ 317 milhões, contra US$ 260 milhões no mesmo período de 2009.

Integração produtiva

Os setores de metal-mecânica – conversão de veículos para gás, dentre outros – e madeira e móveis foram destacados pelos governos como os segmentos com potencial para o início de integração de cadeias produtivas. O assunto foi incluído na pauta da reunião a pedido do governo brasileiro e tem sido debatido em várias reuniões de comissões de monitoramento.
Os peruanos também demonstraram interesse em conhecer a Política de Desenvolvimento Produtiva (PDP) do Brasil e conhecer a atuação do Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em áreas diversas, para diminuir barreiras técnicas que prejudicam o comércio bilateral. Um dos pontos de interesse dos peruanos é a metrologia brasileira em telecomunicações, sobretudo em relação ao sistema brasileiro de tevê digital.

De interesse dos peruanos, foram discutidas a abertura do mercado brasileiro para produtos vegetais e pesqueiros do país andino, normas sanitárias e de qualidade para produtos agrícolas e de pesca, além de defesa comercial.

Missão empresarial

A terceira reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Peru faz parte da agenda oficial da Missão Empresarial Peru-Colômbia que está sendo promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) , de 22 a 25 de março.

Além dos dois órgãos, também participaram da missão representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Zona Franca de Manaus (Suframa), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Inmetro.

O primeiro dia da missão ainda teve rodada de negócios entre empresários brasileiros e peruanos. Nesta terça-feira, a programação prossegue com reuniões de governo e visitas empresariais a empresas peruanas. Dias 24 e 25 de março, a delegação brasileira estará em Bogotá (Colômbia) para novas rodadas de negócios e uma reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Bolívia.

FONTE: MDIC

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um pingo de informação!


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Brasil só aceita reabertura de negociações se os EUA recuarem quanto às leis de incentivo ao plantio de algodão

São Paulo - A disputa entre Estados Unidos e Brasil em torno dos subsídios norte-americanos à produção de algodão deve aumentar nesta terça-feira (9/3), quando o secretário de comércio dos EUA, Gary Locke, e Michael Froman, assessor de segurança nacional, chegarão a Brasília para discutir o caso. Segundo o jornal Financial Times, a decisão do Brasil de levar adiante a sobretaxação de alguns produtos importados dos EUA pode causar uma "guerra" no comércio entre os dois países.
O gabinete da representação comercial dos EUA disse que não esperava a retaliação do governo brasileiro. "Trabalhamos para chegar a uma solução para o problema sem que o Brasil precisasse recorrer a medidas contrárias e ainda preferimos uma negociação", declarou o órgão. O Conselho Nacional do Algodão norte-americano acredita que o Brasil errou ao contrariar a tradição histórica de primar pelas negociações. "As ações do governo brasileiro estão impondo um dano injustificável aos interesses do Brasil e dos EUA, em tempos que todos enfrentam problemas econômicos", lamenta a associação.
O analista Jon Huenemann, do escritório de advocacia Miller & Chevalier, acha que existe uma saída a essa situação, mas ela vai requerer muito jogo de cintura por causa dos efeitos políticos envolvidos na decisão. "A única maneira de isso não virar um acidente é se algo realmente significativo seja oferecido ao Brasil", afirmou Huenemann.
Uma das soluções enxergadas por oficiais do Brasil é a transferência de tecnologia dos EUA na produção do algodão a fazendeiros nacionais. De qualquer jeito, o fim das conversas, para os brasileiros, deve passar necessariamente por uma mudança relativa ao algodão norte-americano.
O problema é que mexer nas políticas de auxílio à produção precisariam de mudanças na leis agrícolas e poderia ser bem difícil uma aprovação do Congresso norte-americano a novos projetos, já que os EUA são os maiores exportadores de algodão.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) permitiu o aumento das tarifas - que podem chegar até 560 milhões de dólares -, dando a vitória ao Brasil no ano passado, no processo relativo aos subsídios dos EUA a fazendeiros produtores de algodão. O Brasil anunciou nesta segunda-feira uma lista de 102 produtos americanos que pagarão Imposto de Importação maior. Outras retaliações permitidas são sobre a propriedade intelectual norte-americana.

FONTE: REVISTA EXAME.

Reportagens referentes ao Comércio Exterior que os colegas mandaram e estou postando aqui no blog. Obrigado colegas!

abraço à todos.

Marcus Andrioli

sexta-feira, 19 de março de 2010

Regime especial de tributação aumenta custos empresas



CNI

Entre as dificuldades apontadas pelos empresários está o comprometimento do fluxo de caixa, o aumento das despesas administrativas, a redução dos lucros e até a perda de clientes

A substituição tributária, regime especial em que as empresas antecipam para o fisco o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido por toda cadeia produtiva, atinge uma em cada três indústrias brasileiras. Entre essas empresas, 58,2% rejeitam o regime, revela a Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira, 18 de março, pela Confederação Nacional da Industrial (CNI).

A Sondagem tem o objetivo de avaliar os efeitos econômicos do regime, cuja aplicação vem crescendo significativamente.
De acordo com a pesquisa, a rejeição é maior entre as pequenas empresas. Nesse segmento, 62,7% dos entrevistados avaliam como negativo o recolhimento do ICMS via substituição tributária. Esse percentual se reduz para 56,6% entre as médias e para 51,3% nas grandes empresas.

Entre as dificuldades apontadas pelos empresários está o comprometimento do fluxo de caixa, o aumento das despesas administrativas, a redução dos lucros e até a perda de clientes. Para 63,3% dos entrevistados, a antecipação do pagamento do imposto prejudica o fluxo de caixa, porque a empresa é obrigada a pagar o imposto antes de receber o valor da venda do produto. Nas pequenas indústrias, esse percentual sobe para 64,3%.

A queda no lucro é resultado do aumento das despesas administrativas e dos custos financeiros com empréstimos para capital de giro, pois como tem de antecipar o recolhimento do imposto, muitas vezes o empresário não dispõe de recursos para quitar outros compromissos. “O imposto já foi pago por outro produtor, portanto já veio no preço da mercadoria. Se o empresário der um desconto, estará afetando diretamente sua margem de lucro e comercialização”, explica o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O recolhimento do ICMS pela substituição tributária eleva as despesas administrativas para 56,7% das empresas. Na avaliação de 48,9% dos entrevistados, o regime reduz a margem de lucro e, para 36,1% o regime implica perda de clientes.
Segundo Castelo Branco, impactos como a redução da margem de lucro inviabilizam, entre outros fatores, que as empresas invistam em descontos para atrair clientes. “Como o imposto foi fixado antes do preço da mercadoria, ao dar o desconto, a empresa assume parte do valor desse tributo já recolhido. E limita o percentual de desconto que pode ser aplicado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Castelo Branco, existem distorções que devem ser corrigidas no sistema de antecipação do pagamento do imposto. Por exemplo, limitar a aplicação da substituição tributária para determinados tipos de produto e levando em consideração a característica de mercado ou o porte de empresa. Outra possibilidade é criar mecanismos para coordenar a aplicação da cobrança do imposto. Só em relação ao ICMS, existem 27 fazendas estaduais com autonomia legal para determinar a cobrança.

“Outro ponto é disciplinar o próprio cálculo das margens de comercialização, pois não são as mesmas para todos os vendedores, todos os agentes de uma determinada região, de um determinado ponto numa mesma cidade, se é numa periferia ou um grande centro, um varejista ou um varejista menor”, conclui.


FONTE: revistaportuaria.com